Olás, sou o Rochester Oliveira. Já escrevi no rochester.wordpress.com, Web Bem Feita, e atualmente escrevo no Já Leu Isso Hoje?. Vamos começar o estudo de acessbilidade escolhendo as ferramentas corretas. Navegadores Ao contrário do que se pensa não é preciso testar o site em TODOS os navegadores para verificar se ele está funcionando corretamente. Eu [...]
Olás, sou o Rochester Oliveira. Já escrevi no rochester.wordpress.com, Web Bem Feita, e atualmente escrevo no Já Leu Isso Hoje?.
Vamos começar o estudo de acessbilidade escolhendo as ferramentas corretas.
Navegadores
Ao contrário do que se pensa não é preciso testar o site em TODOS os navegadores para verificar se ele está funcionando corretamente.
Eu utilizo o padrão de desenvolver no Firefox e verificar regularmente no IE6 / IE7, Opera, e Safari. Não me preocupo muito com o Chrome, já que sua Engine é a mesma do Safari (WebKit). O segredo nessa parte é escolher um navegador de verdade pra “representar” cada engine e testar em todos os IE’s possíveis (testar no IE nunca é demais). Claro que se for identificado um público de 90% no seu site que utiliza Flock você tem que testar nele também. O mesmo vale para os mobiles.
Sempre faça teste em sistemas operacionais diferentes, pois ao se utilizar tamanhos em “em” (o recomendado para acessibilidade) a fonte utilizada é a referência de tamanho, se no sistema não tiver a fonte que você utilizou, perdeu preibói.
Pra testar o IE6 utilizo o IE tester. Porém, antes de lançar o site teste ao menos uma vez nos IE’s nativos, pra evitar surpresas.
Complementos do Firefox
- Web Developer: O mais interessante nele é a utilização de css alternativo, verificações de HTML e CSS facilitadas e outlines. Além do porrilhão de outras ferramentas escondidas.
- Firebug: É o tipo de extensão que te deixa viciado. Um clique e você sabe (quase) tudo sobre um elemento.
- HTML Validator: Validação rápida do código e também com opções de validar a acessibilidade.
- Outras Extensões: Cada caso é um caso. Visite o site de extensões de acessibilidade para firefox e veja qual você precisa :).
Ledores de Tela
Antes de mais nada, sim você leu leDores. É o termo mais comum para se referir a quem lê para outro (no caso, um programa), e quando a pessoa lê por si mesmo é leitor.
Não tenho números, mas pelas conversas com amigos da área, no Brasil o WebVox (do projeto DosVox) é utilizado por quase a metade dos deficientes visuais. O complicado aí é que o webvox é um navegador em modo texto, as limitações do IE são fichinha perdo das dele.
JAWS é líder mundial, e é muito completo. Ele abre como um programa secundário, ou seja, para navegar você vai utilizar o seu navegador normalmente (firefox…) e ele vai ler o que conseguir dali. O NVDA é a alternativa 100% free ao JAWS. Foque-se nesses três (ou escolha no máximo mais um) e você vai conseguir atingir boa parte do seu público.
O objetivo com essas “seleções” não é deixar o site inacessível pra ninguém, e sim deixar ele acessível para todos e extremamente acessível para seu público-alvo.
Alguma ferramenta recomendada por vocês?
[]‘s
rochester.
Olás, sou o Rochester Oliveira. Já escrevi no rochester.wordpress.com, Web Bem Feita, e atualmente escrevo no Já Leu Isso Hoje?.
Vamos começar o estudo de acessbilidade escolhendo as ferramentas corretas.
Navegadores
Ao contrário do que se pensa não é preciso testar o site em TODOS os navegadores para verificar se ele está funcionando corretamente.
Eu utilizo o padrão de desenvolver no Firefox e verificar regularmente no IE6 / IE7, Opera, e Safari. Não me preocupo muito com o Chrome, já que sua Engine é a mesma do Safari (WebKit). O segredo nessa parte é escolher um navegador de verdade pra “representar” cada engine e testar em todos os IE’s possíveis (testar no IE nunca é demais). Claro que se for identificado um público de 90% no seu site que utiliza Flock você tem que testar nele também. O mesmo vale para os mobiles.
Sempre faça teste em sistemas operacionais diferentes, pois ao se utilizar tamanhos em “em” (o recomendado para acessibilidade) a fonte utilizada é a referência de tamanho, se no sistema não tiver a fonte que você utilizou, perdeu preibói.
Pra testar o IE6 utilizo o IE tester. Porém, antes de lançar o site teste ao menos uma vez nos IE’s nativos, pra evitar surpresas.
Complementos do Firefox
- Web Developer: O mais interessante nele é a utilização de css alternativo, verificações de HTML e CSS facilitadas e outlines. Além do porrilhão de outras ferramentas escondidas.
- Firebug: É o tipo de extensão que te deixa viciado. Um clique e você sabe (quase) tudo sobre um elemento.
- HTML Validator: Validação rápida do código e também com opções de validar a acessibilidade.
- Outras Extensões: Cada caso é um caso. Visite o site de extensões de acessibilidade para firefox e veja qual você precisa :).
Ledores de Tela
Antes de mais nada, sim você leu leDores. É o termo mais comum para se referir a quem lê para outro (no caso, um programa), e quando a pessoa lê por si mesmo é leitor.
Não tenho números, mas pelas conversas com amigos da área, no Brasil o WebVox (do projeto DosVox) é utilizado por quase a metade dos deficientes visuais. O complicado aí é que o webvox é um navegador em modo texto, as limitações do IE são fichinha perdo das dele.
JAWS é líder mundial, e é muito completo. Ele abre como um programa secundário, ou seja, para navegar você vai utilizar o seu navegador normalmente (firefox…) e ele vai ler o que conseguir dali. O NVDA é a alternativa 100% free ao JAWS. Foque-se nesses três (ou escolha no máximo mais um) e você vai conseguir atingir boa parte do seu público.
O objetivo com essas “seleções” não é deixar o site inacessível pra ninguém, e sim deixar ele acessível para todos e extremamente acessível para seu público-alvo.
Alguma ferramenta recomendada por vocês?
[]‘s
rochester.
Matérial muito bom sobre o desenvolvimento de sites acessíveis
O Portal Nacional da Educação Profissional e Tecnológica
oferece um gama de informações bastante vasta sobre o desenvolvimento de sites acessíveis.
Listando a documentação encontrada
Vídeo Aulas
Vídeo em Libras – Sobre a importância da disponibilização de vídeos em Libras
Manuais de Desenvolvimento Web
Dicas de Navegação
Material para Testes
- Validadores em Português
- Validadores em Inglês
- Checklist para Teste Manual
- Acessibilidade para Usuário com Baixa Visão ou Daltonismo
- Selo de Acessibilidade
Lembrando que a validação e o selo em sua página não querem dizer muita coisa, para um bom desenvolvimento é um projeto de sucesso é importante fazer testes com pessoas com limitações sensoriais, cognitivas ou físicas.
Fica a dica
Exemplos são sempre bons, por isso, nesse post vou apresentar algumas pessoas importantes para o desenvolvimento acessível aqui no Brasil e dois vídeos de como é possível usar o computador, manter um site e ter um blog . O MAQ (Marco Antonio de Queiroz) faz parte de um grupo de respeito na Internet chamado Acesso [...]
Exemplos são sempre bons, por isso, nesse post vou apresentar algumas pessoas importantes para o desenvolvimento acessível aqui no Brasil e dois vídeos de como é possível usar o computador, manter um site e ter um blog .
O MAQ (Marco Antonio de Queiroz)
faz parte de um grupo de respeito na Internet chamado Acesso Digital
, esse grupo é formado por consultores com diversas experiências de mercado, sendo eles a Lêda Lucia Spelta
, Horácio Pastor Soares
e Bruno Torres
, segundo eles estão no mercado para fazer “Acessibilidade de Verdade“!
Veja o vídeo do grupo sobre ‘Acessibilidade Web: Custo ou Benefício?’ 
Porem também gostaria de falar de outro grande exemplo, o seu nome é Nicomedes Flores Martinez
, diretor do Centro Manuela Garandillas em Cochambaba (Bolívia), acessei seu blog e vi o seu vídeo
, ele explica e mostra como acessar e escreve em seu blog. Esse blog é mantido através do uso de software livre, no caso o programa é o Orca.
Orca
é um software que permite pessoas com deficiência visual tenham acesso pleno a Internet, ou seja, ele faz a leitura da tela e a pronuncia do conteúdo. Recomendo que você faça o download do mesmo e tente apenas navegar por ele em qualquer site (desligue seu monitor).
E para responder uma pergunta muito comum quando toco nesse assunto com alguém, sim! Pessoas com deficiência visual podem e conseguem navegar na Internet, responder email e fazer todas as atividades comuns.
Por isso não custa você escrever um código melhor, se preocupar com a posição dos elementos em seu site, como diz meu amigo Aguinelo
“É simples assim!”.
Texto recuperado do blog antigo. São inúmeras as dificuldades encontradas pelos usuários com necessidades especiais, e como eu disse acima para tratar de todos eles demanda tempo e dinheiro, abaixo vamos listar as maiores dificuldades e como trata-las: Pessoas cegas: Obter informações apresentadas visualmente; Interagir usando um dispositivo diferente do teclado; Falta de seqüência ao [...]
Texto recuperado do blog antigo.
São inúmeras as dificuldades encontradas pelos usuários com necessidades especiais, e como eu disse acima para tratar de todos eles demanda tempo e dinheiro, abaixo vamos listar as maiores dificuldades e como trata-las:
- Obter informações apresentadas visualmente;
- Interagir usando um dispositivo diferente do teclado;
- Falta de seqüência ao usar a tecla TAB.
- Imagens que não possuem texto alternativo
A grande maioria das pessoas cegas navega em sites através de leitores de tela, e fazem uso da tecla tab para encontrar os links e formulários, por isso é muito importante que ao inserir um link em seu trabalho ou um campo em um formulário faça uso do atributo TabIndex e o AccessKey, confira a utilização desses dois atributos:
Tabindex – É usada para definir a ordem da navegação via tecla “TAB”, sempre use esse atributo com valores numéricos (1,2,3), use em links, formulários e objetos.
Como sabemos as pessoas cegas usam o teclado para navegar, por isso é importante criar teclas de atalho para que ao invés de conduzir o mouse até determinado link ela possa simplesmente pressionar uma seqüência de teclas, devo lembrar que fazer com que essa seqüência seja de quatro ou cinco teclas não irá facilitar em nada.
Accesskey – Esse atributo deve ser inserido em links, formulários e objetos. Faça com que essa seqüência seja simples de ser utilizada, exemplo: Página Inicial (Alt + 1), Serviços (Alt + 2).
Quando trabalhamos com imagens
ALT – Alguns especialistas sugerem que devemos descrever ao máximo uma imagem dentro do atributo alt, creio que seria desnecessário descrições tão detalhadas assim, segundo Jakob Nielsen o uso de 8 a 10 palavras é o suficiente.
É comum termos algumas imagens em nosso site que não tem importância alguma no contexto do site, para que o leitor de tela pule essa imagem e vá para a próxima é bem simples, basta colocar no atributo ALT um espaço em branco, exemplo: alt=” “ com isso o leitor de tela passará ao usuário que não pode identificar a imagem.
- Distinguir diferenças cromáticas, de contraste ou de profundidade;
- Distinguir diferentes tipos de letras;
- Localizar ou seguir ponteiros, cursores.
- Pessoas com dificuldades de audição:
- Distinguir alterações de freqüência;
- Localizar sons;
- Identificar sons específicos entre o ruído de fundo.
- Perceber informações auditivas;
- Utilizar uma segunda língua (visto que a linguagem gestual é a primeira).
- Pessoas com limitações motoras:
- Executar ações que impliquem precisão ou rapidez;
- Pressionar teclas enquanto movem o mouse;
- Fechar diversas janelas do navegador.
- Pessoas com múltiplas limitações:
- Incompatibilidade entre os navegadores;
- Utilização de equipamentos sem saída de áudio;
- Incompatibilidade de monitores e resoluções de tela;
Essas informações tem mais de um ano e eu estou apenas postando novamente, é importante que você faça uma busca mais completa sobre esse assunto.
Texto recuperado do blog antigo. A acessibilidade é tornar as coisas acessíveis para qualquer pessoa com algum tipo de limitação temporária ou permanente. Imagine como seria a vida de pessoas com deficiência se não tivéssemos departamentos responsáveis pela acessibilidade na arquitetura e do urbanismo de nossa cidade, pois em locais onde há escada também deve [...]
Texto recuperado do blog antigo.
A acessibilidade é tornar as coisas acessíveis para qualquer pessoa com algum tipo de limitação temporária ou permanente. Imagine como seria a vida de pessoas com deficiência se não tivéssemos departamentos responsáveis pela acessibilidade na arquitetura e do urbanismo de nossa cidade, pois em locais onde há escada também deve haver rampa de acesso, o posicionamento de postes, árvores e telefones públicos, deve ser bem pensado para que não causem danos a pessoas com deficiência visual. Quando tratamos de Internet devemos levar em conta que o nosso site será acessado por diversos grupos com algum tipo de deficiência, e não estamos falando só deficiência humana, também devemos pensar em pessoas que acessam o nosso site em computadores antigos, conexões lentas ou com dispositivos móveis, tais como: celulares e PDAs.
Um site com uma boa acessibilidade não precisa levar mais tempo de desenvolvimento do que o comum, basta que tenha como base a usabilidade, os códigos sejam semanticamente corretos, que se faça testes de usabilidade e a acessibilidade durante todo o projeto, se tudo isso for implementado desde o inicio, teremos uma grande chance que ao concluir o projeto, uma grande parte da população navegue sem grandes problemas em nosso site.
No Brasil existem leis que defendem a inclusão digital assim como em Portugal e nos Estados Unidos, essa lei é o Decreto-lei 5296 de 2 de dezembro de 2004 que Regulamenta as Leis n°s 10.048, de 8 de novembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade
É claro que muitos dos sites do governo não são accessíveis, mas temos uma grande evolução nesse aspecto, alguns bancos como a Caixa Econômica e o HSBC tiveram essa preocupação e adaptaram seus sites para atender uma porção maior da população, o número de usuários com deficiência é uma porção significativa da população, por isso facilite a vida deles.